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Chapo defende leitura do livro de Tomaz Salomão pela juventude moçambicana

12/03/2026 | Notícia

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu que o livro “Moçambique, Meu País: O que Vi, Vivi e Senti...”, da autoria do economista e antigo Secretário-Executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, Tomaz Augusto Salomão, deve ser amplamente lido pela juventude moçambicana, por retratar a história recente do país desde a independência nacional até acontecimentos marcantes como a Tragédia de Mbuzini.

Falando durante a apresentação da obra, realizada na Maputo, o Chefe do Estado afirmou que o livro constitui um importante testemunho histórico e um contributo relevante para a compreensão do percurso político, social e económico de Moçambique nas últimas décadas.

“Eu acho que esta é uma obra que devia ser lida por toda a juventude moçambicana. E digo isto porque é uma obra que descreve a nossa história recente, desde a independência nacional até a tragédia de Mbuzini, a 19 de Outubro de 1986”, afirmou.

Segundo o Presidente da República, a obra destaca-se também pela forma acessível com que foi escrita, permitindo aos leitores compreenderem com clareza os acontecimentos e reflexões do autor sobre o país. “Lendo a obra, percebe-se que o autor descreve realmente o país, o que viu, o que viveu e o que sentiu”, acrescentou.

O estadista sublinhou que, para além de narrar acontecimentos históricos, o livro permite aos moçambicanos, sobretudo aos jovens, compreenderem a origem e a evolução do país, bem como os desafios enfrentados ao longo do seu percurso. Nesse contexto, considerou que a obra também aponta caminhos para o futuro, com particular enfoque no desenvolvimento económico e social.

Durante a sua intervenção, o Chefe do Estado destacou ainda que o autor evidencia na obra que, desde a independência nacional, Moçambique enfrentou sucessivos períodos de instabilidade, incluindo a guerra civil e os efeitos das políticas do regime do apartheid na região, factores que afectaram profundamente o tecido social e económico do país.

“Ele descreve aquilo que foram as incidências do regime do apartheid logo depois da nossa independência, com o eclodir da guerra dos 16 anos, que destruiu o tecido social e económico que podia trazer o desenvolvimento para o povo moçambicano”, afirmou.

O Presidente da República considerou igualmente que o livro possui valor pedagógico relevante, defendendo que a obra deve integrar os acervos das escolas e instituições de ensino do país, por conter conteúdos úteis para áreas como história, economia e ciências políticas.

A obra, lançada a 5 de Março corrente na cidade da Beira, província de Sofala, integra um conjunto de quatro volumes e aborda igualmente valores fundamentais como ética, integridade e moral como pilares para o desenvolvimento do país.

Na ocasião, o Presidente da República concluiu que, apesar das adversidades enfrentadas ao longo dos 50 anos de independência, o povo moçambicano mantém a esperança e a determinação de continuar a trabalhar para construir um futuro melhor.