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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, foi distinguido esta terça-feira com as Chaves da Cidade do Porto, numa cerimónia que evidenciou o compromisso de Moçambique e Portugal em aprofundar a cooperação bilateral, fortalecer a comunidade lusófona e abrir novas oportunidades económicas e institucionais. A honra foi concedida no âmbito da visita de trabalho que o Chefe de Estado moçambicano realiza ao território português.
Ao discursar, Chapo afirmou que o reconhecimento representa “uma honra singular”, sublinhando que o gesto ultrapassa a sua pessoa e traduz o apreço pelas longas e sólidas ligações entre os dois países. Descreveu o Porto como uma cidade de características excecionais, com recursos e dinamismo capazes de a consolidar como referência económica, cultural, histórica e social.
O estadista reiterou que as prioridades do Governo moçambicano continuam a ser a paz, a estabilidade e um desenvolvimento económico e social duradouro, destacando a criação de oportunidades para jovens e mulheres como eixo central das políticas públicas. Sublinhou ainda que esse progresso depende da participação ativa das instituições nacionais, do sector privado, da sociedade civil e dos parceiros internacionais.
No capítulo da cooperação entre municípios, Chapo revelou que Moçambique pretende alargar redes de colaboração e considerou “muito promissora” a ideia de estabelecer, a curto prazo, uma parceria de geminação entre o Porto e uma cidade moçambicana — sobretudo entre municípios com relevância portuária ou vocação académica.
O Chefe do Estado destacou igualmente o aumento da mobilidade entre os dois países, notando que muitos moçambicanos residentes no Porto estão plenamente integrados na vida académica, social e económica da cidade. Para Chapo, a distinção agora recebida reflete também o reconhecimento dessa comunidade.
Referindo-se à VI Cimeira Bilateral, lembrou que o mecanismo criado em 2010 tem fortalecido o diálogo político e a cooperação estratégica, manifestando confiança de que o encontro produzirá “decisões firmes” para o futuro das relações. Realçou ainda a importância do Fórum de Negócios, agendado igualmente para o Porto.
Na cerimónia, o Presidente da Câmara Municipal, Pedro Duarte, defendeu que a lusofonia deve ser encarada como um espaço vivo e dinâmico, e não como um conceito meramente simbólico. Alertou para a necessidade de transformar intenções em ações concretas, especialmente no domínio económico. Considerou que a relação com Moçambique é “benéfica para ambas as partes” e explicou que a entrega das chaves representa a vontade de “revitalizar o legado comum que sustenta a amizade futura entre Portugal e Moçambique”.
Duarte acrescentou que Portugal deve reforçar a parceria estratégica com Moçambique e atuar como porta de entrada do país no espaço europeu, apoiando-se em valores como talento, inovação, criatividade e sustentabilidade. Após a cerimónia, Chapo e Pedro Duarte reuniram-se no tradicional tête-à-tête, seguido por conversações entre as delegações, dedicadas ao reforço da cooperação bilateral e à concretização da agenda comum.