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Chapo apela ao reforço do papel das igrejas na paz e reconciliação

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Chapo apela ao reforço do papel das igrejas na paz e reconciliação

MAPUTO, 23 DE OUTUBRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu na quinta-feira, em Maputo, o envolvimento das confissões religiosas na promoção da paz, da reconciliação nacional e da melhoria das condições de vida dos moçambicanos, destacando igualmente o contributo das suas iniciativas nos sectores da educação, saúde e formação técnico-profissional para a construção dos alicerces da independência económica do país.

O Chefe do Estado falava durante audiências separadas concedidas ao Grupo de Orações e à Igreja Adventista do Sétimo Dia, nas quais reconheceu a importância da mobilização espiritual e cívica, bem como das iniciativas sociais desenvolvidas pelas instituições religiosas em benefício das comunidades.

No encontro com o Grupo de Orações, Daniel Chapo considerou que a paz deve ser uma responsabilidade partilhada por toda a sociedade, sublinhando que esta “não pode ser responsabilidade exclusiva de dirigentes políticos”. Segundo o Presidente, a sua construção deve começar nas famílias e estender-se às comunidades, igrejas, mesquitas, sinagogas e demais instituições sociais.

O estadista encorajou o grupo a prosseguir com as acções de sensibilização nos distritos e nas comunidades, promovendo a escuta, o respeito pela diferença, a tolerância e a reconciliação, de modo a aproximar cidadãos de diferentes sensibilidades políticas, religiosas e sociais. Sublinhou, igualmente, que o apoio ao Governo deve respeitar a diversidade de opiniões, a liberdade religiosa e o carácter apartidário da missão espiritual das confissões religiosas.

Por sua vez, os representantes do Grupo de Orações informaram que a organização reúne cerca de 700 religiosos, maioritariamente líderes religiosos, e realiza orações diárias pelo bem do país. O grupo manifestou o compromisso de continuar a trabalhar com as comunidades para promover a oração, o diálogo, a unidade e a paz, defendendo o envolvimento de todos os sectores da sociedade na construção de um Moçambique melhor.

Na audiência com a Igreja Adventista do Sétimo Dia, o Presidente da República enalteceu o trabalho desenvolvido pela instituição nas áreas da educação e da saúde, incluindo escolas, universidades, clínicas e farmácias, considerando que estas iniciativas contribuem para a formação do capital humano e para a transformação da economia nacional. “Temos que transformar a nossa economia, de uma economia de serviços para uma economia produtiva”, afirmou.

Daniel Chapo destacou ainda a importância de orientar as iniciativas de desenvolvimento para a juventude e as mulheres, incentivando a Igreja a prosseguir com os programas de formação técnico-profissional, empreendedorismo juvenil e promoção da ética do trabalho. O Presidente encorajou igualmente a instituição a mobilizar os seus membros para participarem no Diálogo Nacional Inclusivo, através de propostas concretas para a consolidação da paz e da coesão social.

Na ocasião, os representantes da Igreja Adventista do Sétimo Dia informaram que a instituição desenvolve actividades nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Manica, Sofala, Gaza e Maputo, através de iniciativas nas áreas da educação, saúde e assistência social, incluindo a actuação da ADRA.

A delegação manifestou disponibilidade para continuar a cooperar com o Governo e agradeceu ao Chefe do Estado pelo trabalho em prol do país, assegurando que continuará a orar para que tenha força e sabedoria na condução de Moçambique.

O Presidente da República reiterou, por fim, a disponibilidade do Estado para manter uma relação de cooperação institucional com as confissões religiosas, assente no respeito mútuo, na inclusão e no interesse nacional, considerando a paz, a segurança e a coesão social condições fundamentais para o desenvolvimento sustentável de Moçambique.