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Chapo aponta empoderamento económico da mulher como chave para o crescimento do país

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Chapo aponta empoderamento económico da mulher como chave para o crescimento do país

MAPUTO, 21 DE OUTUBRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu, hoje, que o empoderamento económico da mulher deve ser assumido como factor determinante para o crescimento e a independência económica de Moçambique, apelando à criação de mais oportunidades de financiamento, acesso aos mercados, participação nos grandes investimentos e integração das mulheres nos sectores estratégicos da economia nacional.

Durante a abertura do II Fórum Económico da Mulher, que decorre sob o lema “Mais investimento na Mulher, mais crescimento para Moçambique”, o Chefe do Estado afirmou que o país não poderá alcançar um crescimento económico forte, inclusivo e sustentável sem a participação plena das mulheres na produção, no empreendedorismo, no investimento e na criação de riqueza.

“Moçambique não precisa de descobrir a capacidade empreendedora da mulher moçambicana. Essa capacidade já existe, do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico. O que precisamos, como país, é criar condições para que essa força económica, essa inteligência de gestão, cresça de forma produtiva, se modernize e tenha acesso a novas oportunidades, principalmente ao financiamento”, sublinhou.

Daniel Chapo destacou que a emancipação económica deve constituir a nova etapa da participação das mulheres no desenvolvimento do país, defendendo a criação de linhas de financiamento específicas e condições para a criação de património e acesso à riqueza nacional.

“A emancipação política da mulher moçambicana abriu caminhos. A emancipação económica deve, agora, ampliar oportunidades, criar linhas de financiamento específicas para as mulheres, criar património, gerar prosperidade e assegurar que as mulheres participem plenamente na criação e acesso à riqueza nacional, porque a independência económica de Moçambique só será completa quando for inclusiva e extensiva a toda a mulher moçambicana”.

O Presidente da República apelou igualmente à maior participação das mulheres nos grandes investimentos, Parcerias Público-Privadas, projectos de grande dimensão, concessões empresariais e mercado de capitais, incluindo como empresárias, investidoras e accionistas, defendendo a promoção da educação financeira para aproximá-las destas oportunidades.

Na mesma ocasião, apontou a necessidade de remover barreiras ao acesso das mulheres ao crédito, à terra, à tecnologia e aos mercados, bem como de assegurar assistência técnica, irrigação, financiamento e oportunidades de comercialização para as mulheres do meio rural. Sublinhou ainda que a criação de creches, centros infantis e soluções comunitárias de cuidados deve ser entendida como investimento na participação económica feminina.

Dirigindo desafios aos diferentes sectores da economia, o Presidente Chapo apelou às instituições financeiras para desenvolverem produtos adequados às mulheres empreendedoras, às grandes empresas e investidores para abrirem as suas cadeias de fornecimento às empresas lideradas por mulheres e às instituições públicas para simplificarem procedimentos e removerem barreiras burocráticas.

Às mulheres moçambicanas, o Chefe do Estado apelou à organização, investimento no conhecimento, utilização da tecnologia e construção de parcerias, encorajando-as a ocupar espaços em sectores onde historicamente a presença feminina tem sido reduzida.

“Não tenham receio de entrar em sectores onde, historicamente, a presença feminina tem sido reduzida. A economia moçambicana precisa da vossa inteligência, mulheres; da vossa capacidade de gestão, que é extraordinária; da vossa criatividade e da vossa liderança”.

Na abertura do Fórum, o Presidente da República defendeu ainda que os resultados da iniciativa devem ser medidos por indicadores concretos, como o número de mulheres que acedem ao financiamento, empresas que crescem, contratos conquistados, empregos criados e mulheres que passam a participar nos grandes investimentos nacionais.

“Investir na mulher é acelerar o crescimento de Moçambique. Empoderar a mulher economicamente é fortalecer a nossa Independência Económica”, sublinhou.