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Maputo, 22 de Julho de 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reafirmou esta quarta-feira, na abertura do Mozambique CEO Summit, que Moçambique está de portas abertas para investidores nacionais e estrangeiros comprometidos com o desenvolvimento do País, defendendo que o sector privado deve responder a essa abertura com profissionalismo, cumprimento das regras e capacidade de execução. Ao mesmo tempo, apresentou a visão estratégica do Governo para transformar Moçambique num hub energético e logístico regional, capaz de impulsionar a industrialização, a criação de emprego e a integração económica da África Austral.
Na cerimónia de abertura do encontro, que reúne líderes empresariais, investidores, instituições financeiras e representantes do sector público, o Chefe do Estado afirmou que o Mozambique CEO Summit constitui uma plataforma estratégica para consolidar parcerias, mobilizar investimentos e acelerar a transformação económica de Moçambique.
O Presidente da República destacou que o Governo continuará a criar um ambiente de negócios assente na confiança, previsibilidade jurídica, simplificação administrativa, diálogo permanente e combate à corrupção, de modo a proporcionar melhores condições para o investimento e para o crescimento sustentável da economia nacional.
"O Estado moçambicano continuará a criar melhores condições para que as empresas e investidores nacionais e estrangeiros possam encontrar oportunidades de negócios em Moçambique, através da criação de um ambiente de confiança, diálogo permanente, segurança jurídica e previsibilidade jurídica", afirmou.
Daniel Chapo sublinhou, contudo, que a atracção de investimento deve estar associada ao fortalecimento do sector privado nacional, defendendo que as empresas moçambicanas assumam um papel cada vez mais activo na transformação económica do País, através da criação de emprego, valorização do conteúdo local e desenvolvimento do tecido empresarial.
"Moçambique está de portas abertas para todos aqueles que desejam construir um futuro ao nosso lado. Mas o sector privado nacional deve responder com profissionalismo, dedicação, disciplina, integridade, cumprimento das regras e dos contratos estabelecidos e capacidade de entrega", declarou.
O Chefe do Estado defendeu igualmente que os grandes investimentos devem estabelecer ligações efectivas com a economia nacional, criando oportunidades para as micro, pequenas e médias empresas, promovendo a transferência de conhecimento, respeitando as comunidades, protegendo o ambiente e cumprindo rigorosamente a legislação moçambicana.
Neste contexto, considerou a Lei do Conteúdo Local um instrumento estratégico para garantir que a exploração dos recursos naturais gere maior valor acrescentado dentro do País, fortalecendo a competitividade das empresas nacionais e promovendo a qualificação da mão-de-obra.
Ao apresentar a visão estratégica do Executivo para o sector energético, Daniel Chapo afirmou que Moçambique reúne condições para se afirmar como um hub energético regional, sustentado pela abundância dos seus recursos naturais, pelo reforço das infra-estruturas, pela industrialização e pela integração económica da África Austral.
Segundo o Presidente da República, alcançar essa ambição exige instituições sólidas, investimento responsável, infra-estruturas modernas, capital humano qualificado e capacidade para transformar a riqueza energética em desenvolvimento económico e social.
O Estadista reiterou que a prioridade do Governo consiste em utilizar a riqueza proveniente dos grandes projectos para diversificar a economia nacional, impulsionando sectores como a agricultura, turismo, transportes, logística, transformação digital e industrialização, reduzindo progressivamente a dependência da indústria extractiva.
"A nossa aspiração não é ser apenas um país que exporta energia ou matérias-primas, mas usar a energia para produzir mais, transformar mais, empregar mais e competir melhor", afirmou.
No domínio dos investimentos estruturantes, o Presidente destacou a expansão da capacidade hidroeléctrica do Vale do Zambeze, o Projecto Energia para Todos e o desenvolvimento dos grandes empreendimentos de gás natural da Bacia do Rovuma, cuja carteira global representa investimentos estimados em cerca de 50 mil milhões de dólares norte-americanos.
Daniel Chapo salientou igualmente que a disponibilidade de energia cria condições para atrair investimentos tecnológicos, incluindo centros de dados e infra-estruturas de inteligência artificial, permitindo posicionar Moçambique não apenas como um hub energético, mas também como um hub digital ao serviço da região.
O Chefe do Estado destacou ainda os investimentos em curso nos corredores de Nacala, Beira e Maputo, considerando-os fundamentais para reduzir custos logísticos, facilitar o comércio regional e reforçar a competitividade da economia moçambicana.
O Presidente da República assegurou que o Executivo continuará a implementar reformas destinadas a eliminar constrangimentos ao investimento, com especial incidência na simplificação dos procedimentos administrativos, reforço da integridade institucional e combate firme à corrupção, aos raptos e a outras práticas que comprometem a confiança dos investidores.
Neste esforço, enalteceu o papel da Agência de Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX) e do Gabinete Central de Reformas e Projectos Estratégicos da Presidência da República como instrumentos de facilitação e coordenação para acelerar a implementação de projectos estratégicos.
O Chefe do Estado defendeu ainda que o desenvolvimento económico deve caminhar lado a lado com a sustentabilidade ambiental e a inclusão social, sublinhando que África não deve ser colocada perante a escolha entre proteger o ambiente e retirar milhões de pessoas da pobreza.
Na conclusão da sua intervenção, Daniel Chapo apelou ao reforço da cooperação entre o Estado, o sector privado, as instituições financeiras e os parceiros de desenvolvimento, manifestando a expectativa de que o Mozambique CEO Summit produza decisões concretas capazes de acelerar a industrialização, promover o investimento produtivo e transformar os recursos naturais em prosperidade partilhada para todos os moçambicanos.