MAPUTO, 02 DE NOVEMBRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, apontou hoje o legado de Deolinda Guezimane como referência para as novas gerações, apelando à juventude para preservar os valores da independência, da soberania, do patriotismo e da paz como fundamentos do desenvolvimento de Moçambique.
O Chefe do Estado falava à imprensa, na cidade de Maputo, durante as exéquias de Deolinda Guezimane, falecida a 28 de Outubro de 2026, vítima de doença, cuja trajectória, lembra o Presidente, esteve ligada à luta de libertação nacional e à afirmação da mulher moçambicana.
“A mensagem que nós queremos deixar é, principalmente, para a juventude. Perdemos uma das referências da luta de libertação nacional, referência da mulher moçambicana e referência, sobretudo, no desenvolvimento do nosso país”.
O estadista moçambicano destacou o percurso de Deolinda Guezimane como Coronel da Reserva, primeira-secretária da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) e veterana da luta de libertação nacional, considerando que a sua trajectória deve servir de referência para as novas gerações.
“Então, queremos, mais uma vez, usar esta ocasião para deixar uma mensagem para a juventude: para preservarmos os valores da independência, os valores da nossa soberania, os valores do patriotismo, os valores, sobretudo, relacionados com a integridade territorial da nossa pátria, para continuarmos a desenvolver o nosso país; os valores também da paz, da segurança, porque não há nenhum país no mundo que se desenvolve sem paz e segurança”.
O Presidente da República defendeu, neste contexto, que a preservação da paz e da segurança deve acompanhar o processo de desenvolvimento nacional, apontando igualmente a estabilidade económica, política e social como condição para a continuidade desse processo.
“A estabilidade económica, política e social do Estado moçambicano é extremamente importante para nós continuarmos a desenvolver o nosso país”, disse.
O Chefe do Estado apelou, por isso, à juventude para assumir a preservação desses valores como parte da responsabilidade das novas gerações, associando esse compromisso ao trabalho, à vigilância e à defesa da paz e da reconciliação.
“E nós queremos deixar essa mensagem para a juventude, para que continuemos a preservar estes valores da independência, da integridade territorial, da soberania e, sobretudo, do trabalho e da vigilância para o desenvolvimento do nosso país e da paz e da reconciliação”, sublinhou.