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Presidente Chapo defende acção nacional pela segurança alimentar

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Presidente Chapo defende acção nacional pela segurança alimentar

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, orientou hoje, em Maputo, a aceleração da redução da desnutrição crónica infantil e da implementação da Política e Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional 2024–2030, defendendo uma acção nacional convergente, com resultados concretos nas comunidades, para assegurar alimentos suficientes, seguros e nutritivos à população.

Na abertura da Primeira Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o Chefe do Estado afirmou que o combate à fome e à desnutrição exige o envolvimento do Governo, sector privado, sociedade civil, academia, parceiros de cooperação e demais segmentos da sociedade.

“Alimentar bem o nosso povo é uma responsabilidade de todos nós, uma prioridade de Estado e uma condição para construirmos um Moçambique mais saudável, produtivo, próspero e sobretudo resiliente”, afirmou, defendendo que a conferência marque a passagem de intervenções dispersas para uma agenda nacional convergente e orientada para resultados.

O estadista sublinhou que a segurança alimentar e nutricional está directamente ligada ao desenvolvimento do país, à dignidade humana, à soberania alimentar e à independência económica, destacando a necessidade de produzir, transformar e disponibilizar alimentos suficientes, seguros e nutritivos.

O Presidente da República referiu que, apesar das potencialidades do país, a prevalência da desnutrição crónica entre crianças menores de cinco anos situa-se ainda em cerca de 37 por cento, tendo o Programa Quinquenal do Governo 2025–2029 estabelecido a meta de reduzir este indicador para 30 por cento até 2029.

Para alcançar este objectivo, defendeu o aumento da produção, a redução das perdas pós-colheita, a melhoria da conservação, armazenamento, transformação, logística e dos mercados, bem como o reforço das infra-estruturas de escoamento, para garantir que os alimentos cheguem às famílias e que os produtores obtenham rendimento pelo seu trabalho.

O Chefe do Estado orientou igualmente o reforço da convergência entre os sectores da Agricultura, Saúde, Educação, Água, Saneamento e Protecção Social, considerando que as intervenções devem encontrar-se nos mesmos territórios e junto das famílias que mais necessitam, até chegarem às comunidades.

Perante a exposição cíclica do país a secas, cheias, inundações e ciclones, defendeu também o investimento na gestão da água, irrigação, tecnologias adaptadas, sistemas de alerta precoce e armazenamento, sublinhando a necessidade de antecipar e prevenir os efeitos dos fenómenos climáticos sobre a produção e o acesso das famílias aos alimentos.

Outrossim, defendeu que o financiamento da segurança alimentar e nutricional deve ser encarado como investimento no desenvolvimento nacional, considerando que investir na nutrição fortalece o capital humano, enquanto o investimento na agricultura e no agro-processamento gera rendimento, promove a industrialização e protege os ganhos alcançados face aos riscos climáticos.

O Chefe do Estado destacou igualmente a necessidade de responsabilização pelos compromissos assumidos, questionando quem fará o quê, até quando, com que recursos e quais os resultados a alcançar, para que a Declaração de Compromissos da Conferência se traduza em acções concretas e mudanças na vida da população.

No conjunto das cinco orientações apresentadas, o Presidente da República destacou ainda a transformação dos sistemas alimentares, a mobilização de recursos, o reforço da monitoria, prestação de contas e responsabilização pelos compromissos, esperando que a Declaração de Compromissos resultante da Conferência se transforme num instrumento de acção, capaz de produzir mudanças concretas na vida das famílias, dos produtores e, sobretudo, das crianças moçambicanas.