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O Presidente da República recebeu, esta terça-feira, no seu Gabinete de Trabalho, o presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, que reiterou o compromisso da instituição em continuar a apoiar o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e a economia moçambicana, reforçando o interesse em manter-se como accionista e em aprofundar a cooperação com as autoridades nacionais.
A audiência contou igualmente com a presença de administradores do BCI e serviu para consolidar a relação institucional entre as partes, reafirmando a presença da Caixa Geral de Depósitos em Moçambique através da sua participação no banco.
“Terminámos agora uma audiência com Sua Excelência o Presidente da República, que fez o favor de receber a Caixa Geral de Depósitos e também o BCI, designadamente o seu presidente do Conselho de Administração, o seu presidente da Comissão Executiva e outros administradores do BCI, onde primeiro viemos apresentar cumprimentos a Sua Excelência o Presidente. Depois, também afirmar e reafirmar o nosso interesse e o nosso compromisso em continuar a apoiar o BCI e ter a nossa presença aqui através do BCI, que é um banco moçambicano, mas que nós pretendemos continuar a ser accionistas”, afirmou Paulo Macedo.
O responsável destacou que a continuidade da presença da Caixa em Moçambique dependerá do entendimento com as autoridades nacionais, sublinhando a disponibilidade da instituição para se adaptar às necessidades do contexto económico e social do país.
“E dissemos ao Senhor Presidente da República que essa nossa intenção será enquanto as autoridades o acharem conveniente e enquanto formos bem-vindos. Dissemos também a Sua Excelência que estamos em Moçambique nos bons e nos momentos menos bons, ou seja, portanto tem havido um conjunto de dificuldades, designadamente naturais e outras, económicas e geopolíticas e, portanto, a Caixa percebe que é nestes momentos que também deve afirmar a sua presença”, declarou.
Durante o encontro, foram igualmente analisadas perspectivas de desenvolvimento do BCI, incluindo a eventual cotação do banco na Bolsa de Valores de Moçambique, medida que poderá contribuir para a dinamização do mercado financeiro nacional.
Paulo Macedo sublinhou ainda o compromisso da instituição em melhorar a qualidade dos serviços prestados à população e às empresas, reforçando o papel do BCI no financiamento da economia moçambicana.
“E por outro lado, também falámos de perspectivas para o banco, designadamente se o banco deveria vir a poder ser cotado na Bolsa de Valores de Moçambique, do nosso compromisso também em melhorar o serviço do próprio BCI à população moçambicana e às empresas moçambicanas”, afirmou.
O gestor referiu igualmente o interesse em aprofundar a cooperação com as autoridades moçambicanas e portuguesas, com enfoque na mobilização de financiamento para projectos estruturantes e iniciativas de investimento.
“E o nosso interesse em trabalhar conjuntamente com as autoridades no interesse, obviamente, do BCI, mas também no interesse de Moçambique e também do Estado português, do qual falámos designadamente das linhas concessionais para o investimento que foram negociadas entre o Estado moçambicano e o Estado português, onde a Caixa Geral de Depósitos também tem uma experiência significativa e poderá ajudar a apoiar a concretização dessas iniciativas, como faz com outros países com os quais o Estado português tem este tipo de acordos”, concluiu.