O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, anunciou esta segunda-feira, em Pemba, o lançamento do ProJovem, programa estruturante que irá substituir o Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis (FAIJ), e a duplicação, ainda este ano, do valor global do Contrato-Programa celebrado entre o Governo e o Conselho Nacional da Juventude (CNJ), como parte das medidas destinadas a ampliar o acesso dos jovens ao financiamento.
Os anúncios foram feitos durante a abertura da IX Conferência Nacional da Juventude, ocasião em que o Chefe do Estado desafiou igualmente os jovens moçambicanos a assumirem uma missão histórica: transformar a independência política conquistada pelas gerações anteriores em prosperidade económica, através da criação de riqueza, emprego, conhecimento e inovação.
Segundo Daniel Chapo, a criação do ProJovem resulta de uma avaliação ao funcionamento do FAIJ, que identificou constrangimentos relacionados com atrasos no desembolso dos recursos, transparência na selecção dos projectos, discriminação no acesso ao financiamento, baixos níveis de reembolso, fraca fiscalização, excesso de burocracia e insuficiência dos recursos disponíveis perante a procura.
O Chefe do Estado recordou que o Governo havia assumido, durante a VIII Conferência Nacional da Juventude, realizada no ano passado, na Cidade de Maputo, o compromisso de encontrar respostas para os principais obstáculos enfrentados pelos jovens no acesso aos instrumentos de financiamento.
Sobre o Contrato-Programa entre o Governo e o Conselho Nacional da Juventude, o Presidente da República anunciou a duplicação do seu valor global ainda em 2026, justificando a decisão com a necessidade de assegurar recursos para a concretização das iniciativas dos jovens.
O estadista sublinhou que o acesso ao financiamento constitui uma condição essencial para que as ideias e projectos dos jovens possam transformar-se em iniciativas concretas.
As novas medidas integram uma estratégia governamental que coloca a juventude no centro da acção do Estado. Entre os programas já em implementação, o Presidente destacou o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), que destina 60 por cento dos seus recursos à juventude; o Acredita Emprega, com 145 mil candidaturas a bolsas formativas em avaliação e mais de 72 mil jovens previstos para formação profissionalizante; e o apoio a 14.400 raparigas, cada uma beneficiando de uma subvenção de 100 mil meticais não reembolsáveis.
Daniel Chapo mencionou ainda o Programa Eu Sou Capaz, o Projecto Terra Infra-estruturada, a construção e requalificação de escolas e a distribuição de computadores a jovens universitários provenientes de famílias carenciadas, iniciativa que já beneficiou mais de 20 mil jovens.
Na mesma ocasião, o Presidente da República defendeu que a actual geração de jovens tem pela frente uma missão histórica diferente, mas igualmente nobre: transformar a independência política em prosperidade económica para todos.
Para o Chefe do Estado, esta missão passa pela capacidade de os jovens gerarem riqueza, criarem emprego, produzirem conhecimento e promoverem a inovação. Daniel Chapo sublinhou que a missão da juventude é conquistar a independência económica de Moçambique.
O Presidente considerou que a construção da independência económica não é uma responsabilidade exclusiva do Governo, do sector privado ou das instituições de ensino, defendendo o envolvimento directo da juventude.
O Chefe do Estado destacou, por isso, o potencial humano como o principal activo estratégico do país, considerando a inteligência, criatividade e coragem dos jovens como recursos fundamentais para o desenvolvimento nacional.
Daniel Chapo reafirmou que a juventude constitui o centro da acção governativa no actual ciclo de governação, com programas orientados para ampliar o acesso à formação, emprego, empreendedorismo, tecnologia e financiamento.
Perante jovens provenientes das diferentes províncias do país, o Presidente apelou igualmente a uma aposta permanente na educação, inovação e empreendedorismo, tendo em conta as transformações provocadas pela inteligência artificial, pela economia digital e pelos avanços científicos e tecnológicos.
O Presidente da República defendeu ainda que a construção do futuro exige trabalho contínuo, responsabilidade individual e colectiva, resumindo a sua mensagem à juventude numa palavra de ordem: 'Vamos Trabalhar'.
Na sua intervenção, o Chefe do Estado apelou também à preservação da unidade nacional, defendendo que as diferenças existentes entre os cidadãos devem ser sempre superadas por aquilo que os une.
O lançamento do ProJovem e as demais medidas anunciadas durante a conferência enquadram-se numa abordagem governamental orientada para ampliar as oportunidades económicas da juventude e criar condições para que os jovens participem activamente na transformação económica e social do país.
A IX Conferência Nacional da Juventude decorre sob o lema Contextos Diferentes, Aspirações Comuns, reunindo jovens de diferentes regiões, culturas, religiões e sensibilidades políticas para debater os principais desafios e oportunidades da juventude e contribuir para a definição de respostas aos problemas que afectam esta camada da população.