O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, prestou uma sentida homenagem ao nacionalista Feliciano Salomão Gundana, durante o seu funeral de Estado, destacando-o como um herói nacional cuja vida foi marcada pela coragem, patriotismo, disciplina, integridade e profundo amor à pátria.
No seu discurso solene, o Chefe do Estado sublinhou que Feliciano Gundana foi uma figura central na luta de libertação nacional, tendo participado activamente na fundação da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e desempenhado funções estratégicas na consolidação do Estado moçambicano após a Independência Nacional, em 1975.
Segundo Daniel Chapo, Feliciano Gundana distinguiu-se não apenas como combatente, mas também como um líder comprometido com a construção de uma nação unida, soberana e inclusiva.
O Presidente da República destacou que o legado deixado pelo nacionalista deve continuar a servir de referência e inspiração para as gerações actuais e futuras, sobretudo pelos valores de patriotismo, dedicação ao serviço público e compromisso com a pátria.
Feliciano Salomão Gundana faleceu no dia 9 de Dezembro. Em reconhecimento pelo seu contributo para o país, o Governo decretou sete dias de luto nacional, período durante o qual foram realizadas diversas cerimónias oficiais em sua homenagem.
Entre os momentos de maior simbolismo esteve o recebimento da urna no Monumento aos Heróis Moçambicanos, em Maputo, numa cerimónia marcada pelo respeito e reconhecimento nacional pela trajectória do antigo combatente.
Reconhecido oficialmente como Herói Nacional e distinguido com o título de Doutor Honoris Causa, Gundana é recordado como um homem de princípios firmes, que dedicou grande parte da sua vida ao serviço público, à defesa dos ideais da libertação e à edificação do Estado moçambicano.
A cerimónia fúnebre contou com a presença de altas individualidades do Estado, membros do Governo, dirigentes políticos, antigos combatentes e cidadãos, que se juntaram para prestar a última homenagem a uma das figuras marcantes da história contemporânea de Moçambique.
Com a sua partida, o país perde um dos seus filhos mais dedicados, mas preserva um legado de liderança, sacrifício, patriotismo e compromisso com a nação, que continuará a integrar a memória colectiva de Moçambique.