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Presidente da República desafia HCB a reforçar soberania energética

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Presidente da República desafia HCB a reforçar soberania energética

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, desafiou a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) a adoptar uma nova visão estratégica capaz de reforçar a soberania energética de Moçambique, aumentar o retorno financeiro ao Estado e promover o desenvolvimento integrado do Vale do Zambeze. O desafio foi lançado durante as celebrações do 18.º aniversário da reversão da HCB para o Estado moçambicano.

Na sua intervenção, o Chefe do Estado destacou que a HCB deve assumir-se como um dos principais motores do crescimento económico nacional, apontando cinco desafios estratégicos considerados fundamentais para a próxima fase de desenvolvimento da empresa.

Entre as prioridades, Daniel Chapo destacou a modernização do modelo de comercialização de energia, com enfoque no aumento da competitividade e na diversificação dos mercados. O Presidente defendeu igualmente a necessidade de acelerar a criação da cascata hidroeléctrica no rio Zambeze, projecto considerado determinante para o reforço da segurança energética regional.

O Presidente da República apelou ainda à integração plena da HCB no quadro institucional do sector energético, reforçando a coordenação com as entidades reguladoras e os parceiros estratégicos. Sublinhou também a necessidade de implementar um programa robusto de inclusão social, capaz de assegurar benefícios directos às comunidades residentes na área de influência da barragem.

Outro desafio colocado à empresa é a transformação da HCB numa referência continental em matéria de inovação, eficiência e excelência operacional. Para o Chefe do Estado, a nova fase da empresa deve ser marcada por uma gestão orientada para resultados, sustentabilidade e criação de maior valor para o país.

O Governo considera que a próxima década será decisiva para consolidar o papel da Hidroeléctrica de Cahora Bassa como activo estratégico de Moçambique e como um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento económico, a segurança energética e a competitividade do país.