O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou hoje, em Vilankulo, a necessidade de reforçar as políticas públicas de apoio à mulher, considerando o seu papel na gestão familiar, dinamização da economia local, educação das crianças e promoção da paz e coesão social, no quadro da sua agenda de Governação de Proximidade à província de Inhambane.
Intervindo numa reunião com mulheres do distrito de Vilankulo, o Chefe do Estado informou que o Fundo Pro Mulher será implementado em todos os distritos do país, com enfoque no apoio às mulheres envolvidas em pequenos negócios, de modo a fortalecer a sua autonomia económica e contribuir para a dinamização das economias locais.
“É por isso que nós decidimos criar um fundo que se chama Pro Mulher. Esta é uma conversa que eu queria ter aqui com as mulheres. Este fundo vai funcionar como FDEL [Fundo de Desenvolvimento Económico Local], vai chegar em todos os distritos do país, é principalmente para aquelas mamãs que fazem pequenos negócios, para sustentar a família, mas ao mesmo tempo para dinamizar a economia local”, afirmou.
Daniel Chapo explicou que a decisão de apostar especificamente na mulher resulta, entre outros factores, da sua experiência sobre a capacidade de gestão dos recursos familiares e da importância que as mulheres assumem nas actividades económicas. Como exemplo, referiu as mulheres que comercializam produtos nos mercados de Vilankulo, onde, segundo observou, constituem a maioria dos vendedores.
O Presidente moçambicano destacou igualmente experiências de mulheres que, com recursos reduzidos, conseguem desenvolver actividades económicas e garantir a educação dos filhos. “Só mulher pode fazer isso”, disse, ao referir-se ao caso de uma mulher de Chibuto que, após perder o marido, iniciou um pequeno negócio e conseguiu sustentar e formar os seus três filhos.
Na sua intervenção, o Chefe do Estado associou o empoderamento económico da mulher à construção da paz e da estabilidade social, defendendo que a prevenção da violência deve começar no seio familiar.
“Por isso, a paz tem que começar em casa”, disse, apelando à participação de homens e mulheres no combate à violência doméstica, incluindo as formas física e psicológica.
Outrossim, apelou às famílias para garantirem igualdade de oportunidades entre rapazes e raparigas, particularmente no acesso à educação, e para combaterem as uniões prematuras e as gravidezes precoces, por constituírem factores que podem limitar o desenvolvimento das raparigas e a sua preparação para assumir responsabilidades no futuro.
O estadista salientou também a crescente participação das mulheres nos órgãos de decisão do Estado, apontando a nomeação de Benedita Guimino para o cargo de Vice-Governadora do Banco de Moçambique como exemplo da aposta na competência feminina.
Sublinhou que a escolha teve como base “sua competência, sua responsabilidade, sua integridade, e um conhecimento profundo da casa onde ela trabalha”.
No final, o Presidente da República reiterou o compromisso do Governo de continuar a criar condições para o financiamento e empoderamento económico das mulheres, defendendo que a sua participação é indispensável ao desenvolvimento nacional.
“Cuidar da mulher é cuidar da sociedade. Educar uma mulher é educar uma sociedade”, afirmou, apelando igualmente às mulheres para contribuírem para a paz, unidade nacional, diálogo e combate à desinformação e aos discursos de ódio.